Kaká surpreende o mundo com vida de desapego material

terça, 01 de julho de 2014 às 16:09

Quando se fala em oferta, as pessoas imediatamente associam esta palavra a recursos financeiros. Mas o verdadeiro cristão sabe que ofertar a Deus é entregar-se totalmente ao Senhor, não só a vida financeira, mas fazer uma entrega total. É negar-se ao mundo. Como pregou o Pastor Juanribe Pagliarin durante a Semana Nos Passos de Abraão, recentemente no Rio de Janeiro, o cristão não pode ficar entre o Egito e Betel, ou seja, entre o mundo e a Casa de Deus. A Bíblia diz: “Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de aborrecer-se de um e amar ao outro, ou se devotará a um e desprezará ao outro. Não podeis servir a Deus e às riquezas”. (Mateus 6: 24).

Exemplo de uma vida diante do altar é o atleta de Cristo Kaká. A imprensa internacional ficou impressionada ao descobrir que ele deixou de ir a uma festa badalada, na noite de 31 de dezembro, para passar a virada do ano na Igreja. O caso ganhou repercussão mundial. E causa surpresa em muita gente. Eleito melhor jogador de 2007 - em todas as eleições -, campeão europeu, campeão mundial, milionário e famoso. O craque é celebridade internacional. Mas leva vida simples, bem mais simples que as de astros de seu calibre.

Sua renda anual de cerca de 12 milhões de euros, entre salário e contratos de publicidade, poderia lhe comprar mansão como a de Ronaldinho Gaúcho, Ronaldo Fenômeno ou até de estrelas de Hollywood, como George Clooney e Julia Roberts. O meia do Milan prefere, no entanto, a discrição; ele mora num bom apartamento, mas sem extravagância. A mesma discrição de quem trata bem as fãs, mas recusa seus convites, por mais atraentes que sejam fisicamente. Kaká também não troca uma boa festa em família por concorridos encontros de famosos.

Kaká costuma dizer a pessoas próximas que não precisa mais do que isso. Vive bem, confortavelmente, de forma discreta. Não sai gastando US$ 100 mil em relógios. Não faz investimentos como o amigo Roberto Carlos, que bancou grupo musical na Europa e patrocina uma equipe de Stock Car no Brasil.

Seus pais, Bosco e Simone, e o irmão, Digão, também moram na Itália, no apartamento cedido pelo Milan ao jogador, na assinatura do contrato, em 2003. A família não se separa. Todos foram com o craque, em dezembro, à premiação da France Football, em Paris, à festa da Fifa, em Zurique, e ao Mundial de Clubes, no Japão. "Sempre o acompanhamos", conta, orgulhoso, Bosco, que divide as funções de pai e empresário.

O casamento vai bem. Nas folgas, o craque não se separa da mulher. Caroline é parecida com o marido, também freqüenta uma Igreja evangélica e não gosta de baladas. O programa predileto do casal é ir a restaurantes, cinema e shopping.
O de 2008 promete mais conquistas. O casal terá o primeiro filho (um menino) no primeiro semestre. E Kaká, cada vez mais famoso e assediado pelo mundo da publicidade, vai certamente receber novas ofertas de grandes empresas - já é garoto-propaganda da Gillette, da Adidas e da Armani - e engordar ainda mais a conta bancária. Mas ele prefere viver uma vida em santidade. O craque não se deslumbra com o status e a riqueza. Prova deste total desapego aos bens materiais, foi o fato dele ter entregado o troféu de melhor do mundo à sede da Igreja onde é membro, em São Paulo. O jogador anunciou a entrega do prêmio concedido pela Fifa durante o Culto da Virada, na passagem do ano.

"Quero agradecer a Deus por todas as vitórias e conquistas que tive nesse ano como jogador e trago aqui ao altar dois prêmios: um é meu filho que está chegando, fruto de uma palavra profética que recebi no final de 2006. Outro é esse troféu da Fifa, que quero consagrar a Deus e deixar aqui na Igreja", disse o atleta de Cristo.

 

Marcia Pinheiro

Por: Pregadores do Telhado