O "diabinho" de Lindembergue Alves

terça, 01 de julho de 2014 às 17:06

Todos os dias somos atingidos por notícias de crimes bárbaros. Recentemente, a sociedade brasileira assistiu ao drama da jovem Eloá, que foi mantida em cárcere privado pelo ex-namorado durante 5 dias até ser morta por ele com um tiro na cabeça. Durante o cativeiro, o acusado do crime dava claros sinais de perturbação. Ele dizia que ao seu lado havia um “anjinho” e um “diabinho”, que o incentivava a fazer o pior.

Em um dos capítulos de seu mais recente livro Quando Não Dá Mais...o Pr. Juanribe Pagliarin explica como a consciência humana reage àquilo que fazemos sem a sua aprovação, “Se você fez algo que a sua consciência não aprova e ela tem lhe mostrado constantemente que aquilo está errado, enquanto você não se livrar desta acusação interior, a sua mente vai continuar apontando para você, até que o seu sistema nervoso entre em colapso. As repercussões alcançarão o seu corpo físico e refletirão não apenas na sua saúde, mas também no seu trabalho, na sua família, nos seus estudos, e em tudo o que você diz, faz ou planeja”, explica o Pastor

.Só Deus sabe de que a consciência de Lindembergue Alves o acusava. Mas as conseqüências foram trágicas e poderiam ter sido evitadas se o “anjinho” falasse mais alto. Na última sexta-feira (17) os policiais do Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) acreditavam que a libertação de Eloá e de sua amiga Nayara era uma questão de tempo, quando Lindembergue Alves mudou repentinamente seu discurso. "Tenho um anjinho e um diabinho aqui do meu lado", disse. "Só que agora estou ouvindo mais o diabinho que o anjinho." Nesse momento, o rapaz que por mais de 100 horas manteve refém a ex-namorada exigiu que todos se retirassem."

"O Lindembergue parecia muito deprimido, dizia o tempo todo que não tinha mais alma nem coração. Nós implorávamos para que ele não fizesse nada", comentou o coronel Eduardo José Félix, comandante do Comando de Policiamento de Choque (CPChq). 

Foi logo após a saída dos negociadores que se ouviu o primeiro disparo. Imediatamente, seis homens do Gate que durante todo o tempo permaneceram de prontidão decidiram invadir o apartamento. Quando a porta foi derrubada por explosivos, os policiais encontraram Eloá desacordada, deitada sobre o sofá. Tinha um tiro na cabeça e outro na virilha.

Um simples fim de namoro terminou em uma tragédia que chocou todo o país. A mãe da vítima diz ter perdoado o assassino de sua filha, porém, exige justiça. Lindembergue está preso e aguarda julgamento para saber qual será a sua condenação. Mas sua mente já o condenava mesmo antes do dia em que ele invadiu o apartamento de Eloá. “A transgressão dos limites gravados na consciência gera no infrator a certeza de condenação, que não desaparece mesmo quando o transgressor é punido pela lei dos homens e paga a sua dívida com a sociedade. O homicida pode cumprir 30 anos de prisão – pena máxima para tal crime no Brasil -, ou cumprir prisão perpétua nos EUA, mas no final sentirá que ainda deve e terá que prestar contas a alguém (Deus)”, conta o Pr. Juanribe Pagliarin em Quando Não Dá Mais...

O autor revela que “A consciência é o cérebro invisível da alma, que pauta a vida das pessoas aqui na Terra e dá a certeza da existência do Criador e da convicção de que elas Lhes devem satisfação agora e depois”.

“É por isso que o bicho-da-consciência incomoda tanto o ser humano. A pessoa pode fazer de tudo para não pensar naquilo que fez, pode ocupar a mente com outras coisas, mas o código está ali, indestrutível”, afirma Pagliarin.

O Pastor alerta que a violação deste código reflete primeiramente na alma, e depois no corpo físico e em todos os aspectos da vida, até a sua morte.No entanto, o autor revela em seu livro como as doenças físicas e as perturbações mentais podem ser evitadas. “O arrependimento pode até ser provocado através de um chamamento, mas sua concretização é um ato unilateral do ser humano. Depende tão somente da própria pessoa, através de um auto-exame de consciência e do reconhecimento dos seus erros, seguido de uma disposição voluntária de recusar-se a repetir futuras violações”, alerta o Pastor.

Em Quando Não Dá Mais...o autor explica ainda fatores que impedem uma pessoa de ter uma vida abundante e como ela pode vencer estas barreiras e alcançar o sucesso.É dever do cristão propagar ao mundo as boas novas do Evangelho para que novas tragédias sejam evitadas. Presentei uma pessoa com um livro evangélico, uma Bíblia, um CD de mensagens, compartilhe textos edificantes, divulgue a Palavra de Deus. Somos como “anjinhos” de Deus e devemos falar mais alto que o “diabinho”.

 

 

 

 

 

Marcia Pinheiro

Por: Pregadores do Telhado