Os Verdugos da Alma

quarta, 28 de outubro de 2015 às 17:39

Começamos esse artigo lendo uma mensagem bem conhecida sobre Perdão, escrita em Mateus 18:21-35, mas que pode ser analisada mais profundamente os versículos 27 a 35. Leia:

Então o Senhor daquele servo, movido de íntima compaixão, soltou-o e perdoou-lhe a dívida.
Saindo, porém, aquele servo, encontrou um dos seus conservos, que lhe devia cem dinheiros, e, lançando mão dele, sufocava-o, dizendo: Paga-me o que me deves.
Então o seu companheiro, prostrando-se a seus pés, rogava-lhe, dizendo: Sê generoso para comigo, e tudo te pagarei.
Ele, porém, não quis, antes foi encerrá-lo na prisão, até que pagasse a dívida.
Vendo, pois, os seus conservos o que acontecia, contristaram-se muito, e foram declarar ao seu senhor tudo o que se passara.
Então o seu senhor, chamando-o à sua presença, disse-lhe: Servo malvado, perdoei-te toda aquela dívida, porque me suplicaste.
Não devias tu, igualmente, ter compaixão do teu companheiro, como eu também tive misericórdia de ti?
E, indignado, o seu senhor o entregou aos atormentadores, até que pagasse tudo o que lhe devia.
Assim vos fará, também, meu Pai celestial, se do coração não perdoardes, cada um a seu irmão, as suas ofensas.

Aqui, aprendemos que há um exemplo a ser seguido. Assim como Deus nos perdoa por infinitas vezes, devemos ter o mesmo amor pelos outros. Deus espera de nós atitudes imitadoras do que Jesus ensinou. Reproduzir o que o Espírito de Deus nos fala é essencial para vivermos plenamente a vontade do Pai.

Quando Pedro questiona a Jesus sobre a quantidade de perdões liberados, ele tomou como base o praticado pelos escribas e fariseus, sendo 3 o número. Entendendo que a justiça dos fiéis deveria ser maior, julgou um número acima: 7. Mas a resposta de Jesus supera qualquer expectativa: 70 vezes 7. É um número simbólico, não devendo ser levado literalmente, pois assim como o Pai exerce infinitas misericórdias, devemos nos assemelhar a Ele em Sua bondade.

E rejeitando esse ensinamento, levamos sobre nós as consequências desse pecado, pois peca contra Deus, contra a pessoa em questão (o seu próximo) e contra si mesmo, não reconhecendo que a mesma misericórdia presente em sua vida deve ser passada e praticada.

A ausência de perdão pode atrair verdugos (atormentadores), sejam eles:

  • Emocionais: amargura, desconfiança, retração emocional, irritabilidade, etc.
  • Físicos: enfermidades (temos até o exemplo do salmista que sentia seus ossos envelhecerem, havendo gemidos e sem vigor por causa do pecado).
  • Espirituais: a sua relação com Deus é impedida. Deus não aceita a sua oferta se houver indiferenças não resolvidas com seus irmãos em Cristo (Mateus 5:23-24), por exemplo.

 

Resumindo, devemos sempre focar no Alvo que é Jesus Cristo! Se assemelhar a Ele, à sua conduta e seguir com ânimo e amor as Palavras de Vida Eterna!

Por: Admin